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Mercados e economia nas mãos da IA

AUTOR: Paulo Monteiro Rosa
COTA: E/927-BC

EDITOR: Lisbon International Press
ANO: 2025
RESUMO: Este livro reúne 120 artigos sobre mercados financeiros e economia, refletindo as principais transformações globais ao longo de 2024 e no início de 2025. O foco principal incide nos EUA, mas também inclui análises sobre a economia europeia, chinesa, japonesa e argentina. A Inteligência Artificial (IA) assumiu um papel central na valorização das bolsas americanas na primeira metade de 2024, impulsionando as tecnológicas, sobretudo a Nvidia, que quase triplicou a sua cotação no primeiro semestre. Apesar de beneficiar de uma margem bruta de quase 80% e de um forte aumento das receitas, a enérgica valorização em bolsa da Nvidia, aliada às dúvidas sobre a sustentabilidade desses lucros, intensificou os receios de valuations excessivas, suscitando comparações cada vez mais frequentes com a bolha das dotcom de 2000.O impacto da IA na produtividade, ainda pouco visível, deverá em breve tornar-se mais evidente. A sua influência poderá seguir um percurso semelhante à massificação da internet entre 2000 e 2005, embora a sua democratização esteja apenas a começar. Porém, como toda a tecnologia, é deflacionista, pelo que os retornos dos avultados investimentos efetuados podem não estar garantidos. A IA terá um efeito transversal na economia, para além do setor tecnológico, desde a indústria farmacêutica, a medicina e o setor público, até ao ensino e à indústria automóvel.A IA é mais do que uma quarta revolução industrial, ela redefinirá o futuro da humanidade. Tudo indica que o ser humano não seja o último elo na cadeia da evolução. a fusão entre biologia e tecnologia acelera o surgimento dos ciborgues, enquanto a robótica e a IA impulsionam a criação de humanoides. Competirão entre si ou coexistirão? Nunca a ética teve um papel tão determinante como terá nas próximas décadas. No início de agosto de 2024, a valorização do iene, impulsionada pela subida das taxas de juro pelo Banco do Japão, ditou um sell-off nos mercados acionistas. Todavia, setembro contrariou a habitual tendência de queda, com o primeiro corte de juros da Fed em 50 pontos base a brindar as ações com novos máximos históricos. no entanto, no final de 2024, as taxas de juro ainda elevadas foram percecionadas como um dos principais desafios para 2025, intensificando os receios de uma bolha no setor da IA.Já no início de 2025, a China reforçou a sua posição na corrida tecnológica com o lançamento do DeepSeek, um modelo avançado de IA que desafia a supremacia das gigantes tecnológicas dos EUA. Paralelamente, os fracos dados macroeconómicos nos EUA nas últimas semanas de fevereiro, em parte resultado da errática política comercial de Trump, agravaram o risco de recessão (Trumpcession), pressionando os mercados, com o Nasdaq e o S&P 500 a registarem quedas e a descerem abaixo da sua média móvel de 200 dias.