Evolução das lógicas institucionais no campo da saúde em Portugal

AUTOR: Paulo Simões
COTA: CM/44-BC
EDITOR: Gradiva
ANO: 2019
RESUMO: O campo organizacional da Saúde em Portugal foi sujeito nos últimos anos a mudanças significativas na sua composição, nas lógicas institucionais presentes e nas relações entre atores e sectores de atividade. O presente estudo baseado numa abordagem metodológica qualitativa, exploratória e descritiva, analisa o sistema de saúde português e a evolução das lógicas institucionais, com a transição do profissionalismo para o controlo do Estado, posteriormente com a imposição legislativa pelo governo de uma nova lógica institucional com a empresarialização dos hospitais públicos e finalmente com a centralização, controlo de gestão e restrição orçamental imposta pela Troika através do programa de estabilidade financeira implementado em Portugal a partir de 2011. Como forma de introdução concebemos dois estudos, o primeiro sobre a evolução do campo organizacional da saúde em Portugal entre 1961 e 2014, e o segundo em que integramos os conceitos de profissionalismo e da teoria institucional para analisar as interações entre os principais atores no campo. Para o terceiro estudo, sobre a intervenção da Troika, concebemos um estudo de caso de dois hospitais públicos portugueses, que incluiu vários componentes e níveis de análise. O modelo conceptual desenvolvido procura analisar as conexões entre os atores principais no campo da saúde e o modo como estas conexões condicionam os processos de mudança no campo. A análise multinível efetuada pretende incorporar uma visão integrada do campo, incluindo as relações entre os diversos stakeholders, de forma a estudar os interesses, os valores, a política e a ação na interação entre os atores.